domingo, 7 de novembro de 2010

Manobras Fisioterapêuticas para Expansão Pulmonar

- Técnicas que visam aumentar a ventilação alveolar e evitar a hipoventilação;

- Estas técnicas incluem manobras: * manuais, *orientadas pelo fisioterapeuta e utilizadas com aparelhos;

F Objetivo:

- Expansão pulmonar pela elevação do volume pulmonar e aumento do volume inspiratório (associado com o padrão respiratório do paciente como: FR, profundidade, ritmo e caráter da ventilação);

“Visa melhorar as condições da mecânica respiratória (hipoventilados ou hiperinsuflados), debilidade muscular, incoordenação repiratória ou qualquer padrão ventilatório espontâneo que leve a uma desvantagem mecânica e a suprimento de O2 insatisfatório ao organismo” (Dirceu Costa)

* EXERCICÍO RESPIRATÓRIO DIAFRAGMÁTICO

n Permite uma maior expansão pulmonar, por aumento da ventilação nas bases, beneficiando aqueles cuja complacência esteja diminuída.

F Objetivos:

- Promover o controle e a conscientização do padrão ventilatório diafragmático;

- Favorecer a mecânica diafragmática;

Técnica: com o paciente sentado ou deitado, colocar as duas mãos sobre o apêndice xifóide e realizar incursões ventilatórias de forma que sua mão eleve-se durante a inspiração e deprimam-se durante a expiração.

* PROPRIOCEPÇÃO DIAFRAGMATICA

F Objetivos:

- Favorecer a mecânica diafragmática;

- Estimular a propriocepção do padrão diafragmático;

* INSPIRAÇÃO PROFUNDA

- Nesta técnica o fisioterapeuta solicita que o paciente realize incursões ventilatórias profundas;

- Durante a aplicação da técnica o paciente pode estar deitado, sentado ou em posição ortostática;

- O objetivo desta técnica é de expansão pulmonar máxima;

- Esta técnica pode estar associada à cinesioterapia motora de MMSS e/ou MMII;

F Os MMSS na inspiração → flexão ou abdução.

F Os MMII na inspiração → extensão

Expiração → flexão de coxofemoral e joelhos;

- Com a finalidade de facilitar a mecânica diafragmática.

* INSPIRAÇÃO FRACIONADA e SOLUÇOS INSPIRATÓRIOS

Inspiração Fracionada: o fisioterapeuta deve solicitar ao paciente que realize uma inspiração seguida de uma apneuse (pausa inspiratória) e assim sucessivamente até a CPT.

Soluços inspiratórios: o fisioterapeuta deve solicitar ao paciente que realize uma inspiração subdividida em inspirações curtas e sucessivas, sem apneuses, até alcançar a CPT. Nesta técnica, a última incursão inspiratória deve ser realizada pela boca.

- As fração utilizada em ambas as técnicas é até três.

OBS: ao fracionar a inspiração aumenta-se o volume pulmonar e a pausa realizada faz com que a ventilação colateral favoreça a distribuição do fluxo gasoso, fazendo com que o paciente mobilize um volume de ar maior na próxima incursão ventilatória;

- As duas técnicas podem ser realizadas associadas à cinesioterapia de MMSS e MMII.

- O objetivo de ambas as técnicas é de expansão pulmonar máxima.

- “É possível expandir zonas pulmonares basais, aumentando a CRF e o VRI, promovendo uma maior distensão alveolar.”

Cuello e cols.

* SUSTETAÇÃO MÁXIMA da INSPIRAÇÃO

- A sustentação máxima da inspiração (SMI) é uma técnica que pode ser utilizada associada às outras técnicas reexpansivas;

- Alguns autores citam aparelhos como forma de SMI, por exemplo: os incentivadores ventilatórios;

- A técnica consta em se manter uma apneuse (pausa ao final da inspiração) por, aproximadamente, 5 a 10 segundos.

F O objetivo desta pausa é manter o ar por mais tempo nas VA, de forma a promover uma melhor ventilação pulmonar.

- A maior aplicação da técnica está em pacientes submetidos a cirurgias torácica e abdominal.

Azeredo, 2002.

OBS: alvéolos lesionados levam mais tempo para se expandir;

* PADRÃO VENTILATÓRIO COM FRENO LABIAL

- O padrão ventilatório com expiração retardada permite a manutenção da integridade dos condutos aéreos evitando o colapso precoce por influência da pressão intratorácica sobre as paredes brônquicas.

F Técnica: a inspiração e feita por via nasal e a expiração por via oral corresponde a cerca de 3 vezes o tempo da inspiração.

* DIRECIONAMENTO de FLUXO / RESPIRAÇÃO LOCALIZADA / VENTILAÇÃO SELETIVA

- Esta técnica consiste em posicionar a cabeça do paciente em rotação e lateralização para direita ou esquerda, e ao mesmo tempo o fisioterapeuta realiza uma pressão em um dos hemitórax.

F O objetivo desta técnica é direcionar o fluxo de ar para um dos pulmões a fim de expandi-lo.

(Bruno Presto)

* INCENTIVADORES VENTILATÓRIOS

- Existem basicamente dois tipos de incentivadores: a fluxo e a volume;

- Sua função é estimular o paciente a realizar inspirações mais profundas por meio de aparelhos que proporcionam um feedback visual;

Ø Incentivador à Fluxo

Este tipo de incentivador favorece a utilização de fluxos de ar altos num pequeno espaço de tempo por parte do paciente.

Fluxo Turbilhonar;

O paciente deve inspirar de forma que as três bolinhas do aparelho subam por aproximadamente 5 a 10 seg.

Favorecendo o treinamento do músculo acessório da inspiração;

Respiron

Ø Incentivador à Volume

- Este tipo de incentivadores gera menos trabalho ventilatório e altera menos a biomecânica ventilatória do paciente.

- A inspiração realizada pelo paciente gera fluxos mais baixos, num intervalo de tempo maior.

- Este tipo de técnica está mais relacionado à utilização da musculatura diafragmática e tem boa indicação em pacientes no pós-operatório de cirurgia abdominal, torácica e cardíaca, pois sua utilização gera menos dor;

Voldyne

* EPAP (Pressão Positiva Expiratória nas Vias Aéreas)

O sistema é composto por uma válvula unidirecional acoplada a uma máscara facial e um gerador de PEEP (resistor);

(Bruno Presto)

A terapia com EPAP é a forma mais simples de ofertar PEEP (pressão positiva expiratória final) em respiração espontânea;

Paciente sentado, com tronco levemente inclinado para frente apoiando MMSS sobre a mesa;

Tempo de aplicação 15 min., 2 X ao dia;

OBS: variação da PEEP de acordo com o quadro do paciente.

F Os objetivos EPAP são: * aumentar a CRF, *favorecer a troca gasosa,* desobstrução pulmonar, * treinamento da musculatura expiratória.

- Alguns estudos comprovam a eficácia da utilização da EPAP, no pós-operatório, a fim de evitar atelectasias.

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